segunda-feira, 30 de março de 2020

POLÍTICA - Caio Antunes - 8º ano - 1° bimestre 2020

Coronavírus: médicos comentam erros de Bolsonaro durante pronunciamento

Infectologistas apontam entendimentos equivocados do presidente sobre isolamento da população, grupos de risco e histórico de atleta

Por Mariana Rosário - Atualizado em 25 mar 2020, 21h58 - Publicado em 25 mar 2020, 17h12
O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na terça-feira, 24, sobre a pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, não foi bem recebido pela comunidade médica. A fala — que ‘traz preocupação’, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) — foi direcionada, principalmente, às ações de distanciamento social, como fechamento de escolas e de serviços não essenciais determinados por governadores e prefeitos em todo o país. Na gravação, ele ainda criticou a imprensa, falou em histeria e chamou a doença, mais uma vez, de “gripezinha”.
A comunidade médica, inclusive, notou alguns pontos conceitualmente equivocados na fala de Bolsonaro. A pedido de VEJA, os infectologistas Sergio Cimerman, diretor científico da SBI, e José David Urbaez, consultor de infectologia da DASA e diretor científico da Sociedade de Infectologia do DF, comentaram alguns pontos específicos do pronunciamento de ontem. Confira: 

Jair Bolsonaro: “O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará”

Sergio Cimerman: “Não é possível dizer isso ainda, é um vírus novo e estamos aprendendo sobre ele. Precisamos descobrir ainda se haverá tratamento específico, vacina.”
José David Urbaez: “Tem diferentes cálculos para medir esse tempo, o que sabemos agora é que nossa curva de crescimento de casos ainda é controlada. Com as medidas de restrição de contato social, estamos diminuindo o máximo a possibilidade do vírus se espalhar, mas ainda assim o número de casos está dobrando a cada dois dias e meio ou três.”




JB: “Devemos voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.”
SC: “É preciso deixar as pessoas isoladas para diminuir a circulação do vírus. É uma forma de conter o pico de casos, que deve acontecer em meados de abril. Quando chegarmos lá, precisamos ter um sistema de saúde bem azeitado para receber esses pacientes que vão necessitar de cuidados. Uma vez que confirmamos a transmissão comunitária no país, o aumento do vírus pode ser acompanhado por uma progressão matemática, ou seja, o número de casos vai aumentando gradativamente. Evitar a circulação das pessoas faz com que “achatemos” a curva de crescimento de pessoas contaminadas, o que é de extrema importância, pois não temos como atender todo muito em leitos de hospitais de uma única vez.”
JDU: “Ninguém decreta esse tipo de medida confortavelmente, ela só existe porque foi comprovada cientificamente por meio de uma modelagem muito séria levando em conta a possibilidade de contato entre as pessoas. Isso vai refletir nos índices de contágio e no controle do vírus. São medidas não farmacológicas, que devem ser tomadas enquanto não temos vacinas nem tratamentos específicos. A Itália aparentemente agora começou a lentamente diminuir os seus casos por meio de medidas como essas. Se todos os grandes grupos populacionais ficarem doentes ao mesmo tempo, aqui no Brasil será catastrófico. Não teremos recursos de infraestrutura, de equipamentos, nem de humanos para atender todo mundo.”


JB: “O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anosentão por que fechar as escolas? Raros são os casos das pessoas sãs, sem doenças crônicas e com menos de 40 anos de idade.”
SC: “As pessoas acima dos 60 anos não representam o único grupo de risco. Pessoas com comorbidades, ou seja, que podem ter problemas cardiovasculares, diabetes ou serem transplantados, também correm maior risco de agravamento da infecção. Isso não quer dizer que atingirá somente os idosos. Nos Estados Unidos, pesquisas apontam que 38% dos hospitalizados por Covid-19 têm entre 20 e 54 anos.  A importância de fechar as escolas ocorre porque a criança é um portador assintomático do vírus, se ela tossir ou espirrar, pode contaminar outras pessoas ao seu redor. Não é possível praticar o isolamento com as escolas funcionando, trata-se de um local onde as crianças ficam aglomeradas, as carteiras, por exemplo, são colocadas uma do lado da outra. É impossível guardar a distância entre 1 e 2 metros do colega, as janelas são fechadas. Pensando mais a frente, essas escolas podem até servir de pequenos hospitais temporários, conforme ocorrer o aumento de casos.”
JDU:  “Além dos idosos, as pessoas com comorbidades também são afetadas e compõem grandes volumes populacionais. Quando falamos em fechar as escolas, estamos também levando em conta o imenso número de deslocamentos que envolvem esse processo:  pais, professores, motoristas, estudantes que pegam o transporte público. As crianças podem disseminar essa infecção, saindo da escola e levando para casa, onde podem estar pessoas muito vulneráveis. Essa medida é muito poderosa, uma vez que as crianças são vetores desse vírus. É claro que não adianta cancelarmos as aulas e deixá-las em casa com pessoas idosas. Nesse momento em que vivemos, é muito importante dizer que devemos mostrar o maior carinho e respeito com os idosos, eles construíram o que nós somos hoje e não podem pagar com a vida os efeitos dessa pandemia.”
FONTE : A notícia completa se encontra clicando no link abaixo:


Meu comentário:
Eu acho que essas afirmações do Bolsonaro são estúpidas e ridículas, ele não procurou saber mais sobre tal assunto para poder ter um melhor posicionamento e mais argumentos que provem suas palavras.
 Sendo assim estaria errado dizer qualquer uma dessas coisas porque ele está mentindo sobre isso, dizendo que o corona vírus é uma "gripezinha" e que atletas estão imunes ao vírus.
 Na minha opinião ele só disse esses absurdos para a imprensa usar sua imagem e seu nome nas notícias e assim ganhar mais visão por parte dos brasileiros. Simplificando: ele usou a mídia para aparecer mais.

segunda-feira, 16 de março de 2020

SAÚDE E BEM-ESTAR - Caio Antunes - 8º ano - 1° bimestre de 2020

"O que o Brasil está fazendo para evitar a entrada e uma epidemia de coronavírus"

Notícia publicada em 22 de janeiro de 2020
"O governo federal já notificou a área de portos, aeroportos e fronteiras da Agência Nacional de Vigilâncias Sanitária (Anvisa) para adotar medidas de prevenção contra entrada do coronavírus no Brasil e uma eventual epidemia da doença no país. A pneumonia causada pelo coronavírus já provocou mortes na China e foi confirmado o primeiro caso nos Estados Unidos. No Brasil, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais chegou a noticiar o caso de uma paciente internada em BH e suspeita de ter contraído a infecção em viagem a Xangai, entretanto o Ministério da Saúde negou a suspeição pouco depois, informando que o caso não se enquadra na definição estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).A área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e as secretarias estaduais e municipais de Saúde também foram notificadas para seguir as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)."
"O ministério informou, em nota, que está monitorando a situação e, assim que houver definição da situação de emergência pela OMS, a pasta tomará as medidas cabíveis e passará novas orientações."
"Segundo o Ministério da Saúde, é recomendada cautela para se evitar medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias. A nota do governo acentua que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de pneumonia indeterminada relacionado ao evento da China."A pasta tem realizado monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos, em 31 de dezembro de 2019", informa o ministério. "As informações disponíveis até o momento são limitadas para determinar risco geral de surto relacionado à doença. Os casos estão restritos a trabalhadores ou visitantes de um mercado atacadista de peixes e animais vivos na cidade Wuhan, na China.""
"Quais são os sintomas do coronavírus e as medidas preventivas .Os sinais e sintomas da pneumonia indeterminada são principalmente febre, dor, dificuldade em respirar em alguns pacientes e infiltrado pulmonar bilateral.Embora a causa da doença e do mecanismo de transmissão sejam desconhecidos, no Brasil, o Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de infecções respiratórias agudas. Entre as orientações estão:
1) Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas
.2) Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente.
3) Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas e criações.

Meu comentário:

Eu acho que apesar das ordens e dicas e ações do governo para prevenir o vírus, a população não deu muita bola para isso, porque muita pessoas vão a praia, baile, festas com mais de vinte pessoas e não estão dando a mínima para o vírus, como se ele nem existisse e seria assim que o vírus se propagaria.

O governo poderia por exemplo fechar esses estabelecimentos comercias, locais de festa, balada, e privatizar as praias e modificar a população para não saírem de casa assim evitando a epidemia.

Outras possibilidades que o governo PODERIA fazer, se diminuir o preço dos sabonetes, álcool gel e ate a instalação de pias e chuveiros para poder fazer com que menos pessoas tenham chances de contrair o vírus e assim extinguir ou reduzir os casos.

O posicionamento do governo em relação ao vírus não estão erradas, mas é a população que não liga e acha que o corona vírus é uma farsa, assim elas saem e tem a chance de contrair o vírus.