quinta-feira, 24 de outubro de 2019

POLÍTICA - Caio Antunes - 701 - 4º bimestre de 2019

Governo simplifica participação de estrangeiros em pregão eletrônico 

Por Lu Aiko Otta, Valor — Brasília

A partir da próxima segunda-feira, empresas estrangeiras terão mais facilidade para participar das licitações do governo federal, informou em nota o Ministério da Economia. Entra em vigor o Decreto 10.024, que trata do pregão eletrônico. 


A norma permite que empresas localizadas fora do país participem da licitação apresentando documentos com tradução livre. A juramentada só será exigida caso a empresa vença a licitação.
Também foram dispensadas de apresentar inscrição no CNPJ e de ter uma representação no Brasil. O sistema Comprasnet ganhará uma versão em inglês e deverá ser alterado para que essas empresas participem das licitações a partir de seu país de origem.
“Criar condições equilibradas de concorrência poderá trazer produtos e serviços com mais tecnologia e economicidade para a administração pública”, justifica na nota o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert.
LINK DA REPORTAGEM: https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2019/10/24/governo-simplifica-participao-de-estrangeiros-em-prego-eletrnico.ghtml


MEU COMENTÁRIO:

Eu acho que cada vez mais esse governo atual simplifica a entrada de empresas estrangeiras ao Brasil, como se estivessem "vendendo o Brasil" as  mãos dos estrangeiros, o que será  que vai sobrar aos brasileiros?


ÉTICA E CIDADANIA - Caio Antunes - 701 - 4º bimestre de 2019

Nós somos Bolsonaro; somos como mulher traída, apanha e volta para o aconchego, diz Waldir
Por Marcelo Ribeiro e Raphael Di Cunto — Brasília



O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou nesta quinta-feira que o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) é um “judas, um traidor”. O parlamentar fluminense gravou Waldir afirmando que “iria implodir” o presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que a fala gravada foi “em um momento de emoção, quando ele percebeu a “ingratidão” do presidente com o partido.

Foi uma ingratidão com centenas de parlamentares, mas isso já passou”, disse Waldir. “Se Daniel Silveira praticou alguma quebra de decoro, vamos avaliar uma representação na comissão de ética”, completou. O líder do PSL na Casa recuou nas críticas em relação ao Palácio do Planalto: “Nós somos Bolsonaro. Somos que nem mulher traída, que apanha e volta para o aconchego. Nosso papel na liderança é pacificar”. 
Indagado sobre eventuais sanções contra parlamentares do PSL que ficaram do lado do presidente Jair Bolsonaro na disputa pelo comando do partido com Luciano Bivar, atual presidente da sigla, Waldir disse que “todos os excessos serão punidos”.
Waldir minimizou a disputa pela liderança do partido na Câmara entre bivaristas e bolsonaristas, afirmando que trata-se de uma “disputa democrática”. Após lembrar que foi indicado para o cargo por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, o líder do PSL afirmou que gosta tanto do presidente da República que indicou Eduardo para uma comissão especial na Câmara, em referência a comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. “Tenho um histórico de fidelidade”.
Sobre a destituição de Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso, ele avalia que a decisão foi “retaliação” por ela ter assinado a lista que apoiava a permanência dele na liderança do PSL. Waldir disse que Joice está “aliviada” por ter saído do posto.
Além de dizer que não é momento de “mudanças nos diretórios estaduais”, o líder do PSL na Câmara disse que o “momento é de bandeira branca”. “Somos governo”, finalizou. 




"Mulher traída apanha, mas volta": frase do deputado Waldir é inaceitável 


Nina Lemos


18/10/2019 18h12
"Nós somos que nem mulher traída. Apanha, mas volta para o seu aconchego." A frase foi dita pelo deputado delegado Waldir, do PSL, para explicar sua briga com o presidente Jair Bolsonaro (ele diz, em um áudio, que iria "implodir" o presidente). A crise política não nos interessa aqui. Mas a frase inicial, dita não só por um congressista, mas por um delegado de polícia, vejam bem. Alguns estão chamando a frase de "comparação infeliz". É pior que isso: é uma afronta. Digo, sem risco de exagero, que, em qualquer país "normal", um policial e congressista que dissesse uma coisa dessas teria que se explicar com a população, sobre risco de perder seu emprego público (sim, ele deve contas contas à população). Segundo o pensamento do delegado, a vida é assim: a mulher gosta de sofrer. Depois de ser traída, ela apanha. Mas, como não consegue ficar longe do seu homem, aquele "maravilhoso", ela volta. E assim segue a vida. Esse ciclo, descrito pelo deputado, mata. E não, isso não é o "normal". De jeito nenhum. É doença.

O Brasil, como é sabido, é um país com índices alarmantes de violência doméstica. Uma mulher é agredida no país a cada quatro minutos. E os números de feminicídio só crescem. Seis mulheres sofrem tentativa de feminicídio por dia, segundo dados desse ano. E se você fizer o exercício de digitar mulher morta no Google, vai ter uma ideia do momento da epidemia de violência que estamos vivendo. É um inferno. Diariamente, mulheres são mortas das formas mais cruéis.
Muitas das mulheres, para falar o óbvio, têm medo de ir até uma delegacia para denunciar. Além da vergonha e da situação de risco (imagina se o parceiro descobre!), um dos medos é chegar na polícia e ser agredida de novo e tratada com falta de empatia. Agora, imaginem a situação: uma mulher apanhou do marido. Chega para depor na delegacia. E ouve do delegado: "ah, mas você logo volta para o seu aconchego, isso é normal."

Não sei se o delegado Waldir sabe (como delegado, deveria saber), mas mulheres que insistem em ficar com parceiros que já praticam violência doméstica são as que mais têm risco de serem mortas, ou de morrer por doenças físicas ou psicológicas, segundo apontou uma pesquisa do Ministério da Saúde.

Na mesma entrevista, Delegado Waldir disse também que ele mesmo "às vezes agia pelo calor da emoção". Talvez ele use esse argumento para justificar sua fala em que autoriza violência contra a mulher. Não vai colar. No tal "calor da emoção" saem declarações que mostram o que pensamos, não?

Anos 50 perde
E, olhando as declarações dos integrantes do PSL, uma coisa é certa, eles podem brigar, discordar…Mas a maioria deles concorda em uma coisa: o machismo, o jeito de tratar as mulheres e uma mentalidade anos 50 (ou pior). Essa não é primeira (nem deve ser a última vez) que integrantes do partido incitam violência e desrespeito contra mulheres. O próprio presidente, como se sabe, é famoso no mundo todo por ter dito para sua então colega Maria do Rosário que ela "não merecia ser estuprada." 

Ele também causou escândalo ao falar que estrangeiros que quisessem vir ao Brasil fazer sexo com mulheres deveriam "se sentir à vontade", ignorando (e estimulando) o seríssimo problema do turismo para exploração sexual de crianças e adolescentes.Bolsonaro também adora fazer metáforas usando casamento e relacionamentos, uma espécie de obsessão. Ele já disse, por exemplo, que a Amazônia era uma virgem que todo tarado queria "deflorar".


O pensamento dessa turma parece ser o de que, nós, mulheres, somos bens, coisas subjugadas. Na maioria das vezes, essas falas são "apenas" machistas. Mas, em alguns casos, como a do delegado Waldir, o caso é sério. A gente não merece essas afrontas…E muito menos as mulheres que são vítimas de violência.

LINK DESTA OPINIÃO: https://ninalemos.blogosfera.uol.com.br/2019/10/18/mulher-traida-apanha-mas-volta-frase-do-deputado-waldir-e-inaceitavel/


MEU COMENTÁRIO:

Eu achei um absurdo dos extremos o que esse delegado disse, e concordo coma opinião do texto 2, Nos atualmente vivemos numa sociedade muito machista, cheia de frases metáforas ditas por homens no alto poder que "brinca" com a mulher e também como a mulher atualmente parece ser tratada como brinquedo do homem. 

MUNDO - Caio Antunes - 701 - 4º bimestre de 2019

Dois mortos e cinco feridos em acidente com montanha-russa


Acidente aconteceu num parque de diversões da Cidade do México


2019-09-29 11:03





Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas devido ao descarrilamento de um vagão de uma montanha-russa num parque de diversões na Cidade do México. As vítimas caíram do vagão a uma altura de 10 metros. 
O acidente ocorreu num parque de La Feria, na área do bosque de Chapultec, local onde muitas famílias se divertem ao fim de semana.
Tudo indica que o acidente estará relacionada com uma falha mecânica num vagão, que saiu dos trilhos, tendo caído uma dezena de metros.
O parque de diversões foi fechado ao público na sequência do acidente.
VIDEO NO YOUTUBE SOBRE O ACIDENTE: 

MEU COMENTÁRIO:
Eu acho que esse tipo de brinquedo deveria receber uma manutenção mais rigorosa. Porque e muito perigoso se não houver manutenção rigorosa pode causar acidentes como esse ou piores, bom mais eu espero que as pessoas internadas consigam se recuperar e também que essas famílias consigam superar essa tragédia.